Oi empreendedora, quanto é o teu salário?

Sim, você leu certo: salário. Se você empreende e ainda não tem um salário definido, continua lendo porque com certeza você se encaixa em uma dessas duas situações (btw, não importa qual você se identifica, ambas têm a mesma consequência):


Situação 1: Você não se paga porque acha melhor para sua empresa; Situação 2: Você acha que o dinheiro da sua empresa é seu e vice-e-versa.


O típico cenário do começo da vida da empreendedora: "Comecei a empreender, vi o dinheiro entrando na conta, então o dinheiro é meu né? Minha remuneração são esses lucros que meu negócio está gerando."


Amada? Não.

Mesmo que seu negócio seja você, você mesma e apenas você, ele deveria estar te pagando mensalmente a sua remuneração. Seu salário. Conclusão: você é um custo. Mas vamos mudar o nome: Não se chama salário. A denominação CERTA para nós, empreendedoras, é PRÓ-LABORE.


PRÓ-LABORE, do latim, significa PELO TRABALHO.

Quando você não define o seu pró-labore, você burla o seu próprio negócio. Sabe por quê? Porque acaba acontecendo o maior erro na gestão financeira de um empreendimento: não separar as finanças pessoais das empresariais.


Você é o seu negócio, você desempenha papel X dentro dele, investe TEMPO e participa dele, se você trabalhou para uma empresa e desempenhou algum papel dentro dela, você é um custo para essa empresa. Então por que seria diferente para A SUA empresa?


Afinal, se você fosse contratar alguém para exercer todas as funções que você exerce, sua empresa pagaria por essa pessoa, não é? UM CUSTO, uma despesa.


Qual vai ser o seu benefício/motivação para continuar fazendo o que faz quando der merda e você se sentir frustrada? Não adianta falar: “meu sonho” porque essa é sua motivação individual e se você ainda não sabe, a motivação profissional depende tanto dessa motivação individual quanto da contribuição da empresa. E para gerar motivação profissional é necessário: respeito, reconhecimento e recompensa (então sim, grana conta, e muito).


Ignorar este custo e retirar o dinheiro quando você quer, ou quando dá, causa o maior caos na sua vida financeira, principalmente se ela é ligada DIRETAMENTE com a da sua empresa (essa é para as empreendedoras que misturam a grana da empresa com a grana pessoal e adoram comprar uma brusinha depois de vender algum produto ou serviço). O que tem a ver? Tudo. Porque esse caos gera um outro problema: dificuldade na hora de estipular o preço dos seus produtos e serviços. A tão famosa e temida: precificação.


É uma bola de neve porque a gente acaba tendo um estilo de vida ALTÍSSIMO e de acordo com o faturamento da nossa empresa e não de acordo com o nosso pró-labore.


1. DEFINA seu pró-labore (ou contrate o serviço de FPE); 2. SE PAGUE MENSALMENTE (yup, é uma despesa da sua empresa); 3. Não toca no caixa da sua empresa. Você já se pagou, vai mexer pra quê? Mas se quiser fazer um vale, agora você tem noção.

A parte boa de empreender é que é você quem define o seu pagamento: quanto receber e quando receber. E um aumento depende de você.


Então quando foi que você parou de se valorizar e decidiu não pagar pelo seu trabalho?


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