SOBRE MIM

Meu nome é Astrid. Sou consultora e mentora de finanças para mulheres, fundadora da WOMA e pós-graduanda em Teoria Psicanalítica. Já cansada de ver estratégias de gestão financeira confusas e ineficientes, desenvolvi uma metodologia que ajudou – em meu trabalho de consultoria – mais de três mil mulheres.

Durante os últimos anos, atendi mulheres de diferentes idades, profissões, classes sociais, provando que o meu trabalho contribuía para a evolução financeira delas.

Atualmente, ensino finanças pessoais e finanças para empreendedoras com minha metodologia e conto com mais de duas mil alunas em minhas turmas. ​
Acredito que não há educação financeira sem inclusão financeira. A emancipação financeira da mulher é o que da autonomia e a força necessária para que elas possam lutar por seus direitos.

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Josiane Oliveira

COPYWRITING & CONTEÚDO

Juliana Lunardi

JURÍDICO

Iara Massari

ASSESSORIA

 

MINHA HISTÓRIA

Não é a coisa mais fácil do mundo falar sobre mim mesma, mas tenho tentado trabalhar essa questão graças a terapia, haha. Então, vou te contar um pouco da minha história. Meu nome é Astrid, tenho 28 anos e nasci no interior de Minas Gerais. Já morei em mais lugares do que eu consigo me lembrar, aqui no Brasil e também fora dele. Minha vida era uma eterna busca por respostas onde eu não fazia ideia das perguntas, e sinceramente? Nunca pensei em trabalhar com finanças, na verdade, por um bom tempo eu não sabia sequer quem eu era, muito menos em o que eu realmente era boa. Era como se eu não fosse boa em nada, mas soubesse fazer um pouco de tudo. Foi um percurso longo e doloroso.

Após anos duvidando da minha capacidade, sem entender o porquê eu era tão diferente dos meus amigos e das pessoas ao meu redor, eu descobri que eu sou TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Isso não quer dizer que sou super hiperativa e agitada ou que eu não tenho atenção o suficiente, quer dizer que a minha atenção está em tudo lugar. Algumas pessoas preferem dizer que possuem o transtorno. Eu prefiro dizer que sou TDAH. Não considero uma doença, não preciso ser curada dela. O meu cérebro só funciona diferente do seu, e depois que iniciei o tratamento, passei a identificar os pontos positivos disso. Ter descoberto isso explicou muitas coisas sobre mim que com o tempo você também irá entender.

Mas vamos lá...

A minha história com finanças foi marcada por uma mulher fugindo de um relacionamento abusivo, sendo ameaçada de morte e com duas filhas para criar. Ela era órfã, então teve apenas a si mesma quando isso aconteceu. Quando eu digo fugir, é porque essa mulher abriu mão de tudo que havia construído e precisou recomeçar do zero em uma cidade no Nordeste para conseguir – literalmente – sobreviver com duas crianças. Eu tinha 11 anos e essa mulher era minha mãe.

Você pode achar loucura ela ter renunciado seu patrimônio - tudo o que tinha construído durante a vida, mas na minha percepção ela comprou a própria liberdade. Ela me ensinou com a vida e com as palavras a não depender de ninguém, nem dela mesma – porque ela não tinha mais os pais para contar. Aos 17 anos, quando tomei a decisão de sair de casa e voltar para Minas Gerais para fazer faculdade, ela sentou comigo e me ensinou tudo o que eu precisava saber para cuidar do meu dinheiro, mas não só isso, ela me mostrou que eu jamais deveria deixar de fazer algo por conta de alguém. Eu ainda estava relutante de me mudar para longe dela e da minha irmã, porque desde então, nossa família era apenas nós três. Pode não ter sido fácil para mim, mas eu não consigo imaginar o quão difícil foi para minha mãe. Ela chorou todos os dias antes de dormir durante três meses.

Uma frase que ela sempre repetia em várias situações era: você tem essa opção. Até recentemente, eu não fazia ideia do peso que a palavra “opção” tinha na minha vida. Eu tive a sorte de crescer com uma mãe me ensinando sobre como me organizar financeiramente, a usar o cartão de crédito, a investir, a viajar, a me arriscar, a correr atrás daquilo que eu acreditava, e o mais importante, eu tive uma mãe que investiu na minha educação. Essa foi a minha realidade. Mas essa não é a realidade da maioria das mulheres. Eu tive o privilégio da escolha. E por mais que você acredite que qualquer pessoa hoje pode escolher, não é bem assim. Quanto mais possibilidades você tem, mais livre você é. Então quando eu digo que dinheiro traz liberdade, é porque ter o poder de escolher, te liberta.

Dinheiro torna tudo diferente, mas não te torna diferente. Ele não vai mudar quem você é, mas vai te ajudar a descobrir e a experimentar todo e cada pedaço da sua própria individualidade. Dentro das possibilidades que eu tinha, as escolhas que tomei escreveram a minha história, e continuarão escrevendo.

Elas me direcionaram para o trabalho de educação financeira voltado para mulheres. Comecei auxiliando amigas próximas a organizarem o caos que suas vidas financeiras se encontravam, mas em algumas vezes, o cálculo não fechava. Percebi que lidar com dinheiro ia além de fórmulas matemáticas, conceitos e números, me deparei com um buraco muito mais fundo, e eu precisava entender a profundidade da nossa relação com o dinheiro. Ou melhor, da relação da mulher com o seu próprio dinheiro.

Aos 24 anos, me vi cursando uma nova graduação: Psicologia. Meu objetivo não era clínica, e sim entender o que eu ainda não conseguia explicar dentro da minha metodologia, ela era prática e aplicável, mas ainda não era replicável. Durante a faculdade, encontrei na Psicanálise o aporte teórico que precisava para seguir com meu estudo da relação da mulher x dinheiro com interferências diretas na emancipação financeira da mulher. Tomei a decisão de abrir mão da graduação de Psicologia e iniciar a Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica. Comecei a identificar os padrões, testar, controlar as variáveis, inferir, corrigir e replicar. Foram 3 mil mulheres que passaram diretamente por mim nos últimos anos.

O meu trabalho com finanças, não é sobre números, promessas de riqueza ou sobre uma mentalidade prospera e abundante. É sobre como fatores socioculturais e históricos influenciam diretamente na maneira a qual lidamos com nosso dinheiro.

Biologicamente aprendemos de maneiras distintas, ou dentro do nosso meio é nos ensinado de maneira distinta? Da nossa parte existe uma falta de interesse ao aprender sobre finanças ou seria uma falta de tempo? O quanto a carga mental, relacionada ao papel social de cuidadora atrelado a mulher, influencia na forma de priorizar-se como indivíduo? E qual a sua relação com a culpa? Firmou-se igualdade jurídica entre homens e mulheres, onde os direitos de ambos se tornaram iguais. A mulher passou a dividir com o homem papéis que antes eram exclusivos a eles, como o de prover. Mas foi dividido os outros papéis que eram exclusivamente da mulher para que ela pudesse ter tempo de exercer suas novas funções? A falta de tempo para si mesma e a dupla jornada não seriam consequências dessa lacuna que não foi preenchida pela figura masculina?

São tantas questões que eu tomei como minha causa a emancipação financeira da mulher e desde então tenho feito o possível para levar o conhecimento que toda mulher precisa para não se submeter a nada menos do que ela merece.

O MEU TRABALHO TE INTERESSA?